domingo, 17 de janeiro de 2010

O que podemos esperar dessa geração? Talvez quase nada.

Enquanto o mundo caminha para o caos, as pessoas se divertem com programas infames que desafiam a nossa inteligência.

Parece que estamos revivendo cenas do naufrágio do Titanic: enquanto as pessoas dançam, bebem e se diverte, o navio está afundando.

Podemos ir mais longe, na época de Noé, que ao alertar o povo sobre um provável dilúvio, o povo zombou, e continuou a se divertir, até que o tal dilúvio chegou e levou todo mundo.

É triste ver que as autoridades de todo o mundo ainda não se deram conta da gravidade do problema.

E nós, o que estamos fazendo? Nada. Estamos nos deliciando com realities shows mostrado pelas emissoras sensacionalistas, curtindo a onda de consumismo, ou seja, curtindo a vida a doidado.

Pode ser também, que esse seja o único modo que a nossa geração encontrou pra não encarar o problema de frente.

Indignado? Ah, todos nós ficamos, mas o problema não é nosso, certo?

Errado. O problema é nosso, porque nós o inventamos.

Transformamos o planeta numa grande estufa que a qualquer momento pode explodir.

Exploramos nosso solo e não repomos o que tiramos.

Matamos as florestas e os animais com a mesma frieza que esmagamos as baratas.

Maltratamos nossas crianças e não a educamos, transformando as pobrezinhas em assassinos frios, políticos corruptos, seres antisociais.

Inventamos guerras que só propiciaram um hambiente hostil e cheio de pessoas revoltadas, sedentas de vingança.

Abandonamos nossos princípios éticos e morais e nos tornamos seres cada vez mais individuais e gananciosos.

Não nos importamos mais com as lágrimas, não choramos com cenas de beijos apaixonados, nem nos compadecemos mais do sofrimento alheio.

Nos tornamos seres frios, arrogantes e céticos.

Não gostamos mais de filmes românticos, mas preferimos os violentos, com personagens cruéis e pornográficos.

Os vilões se tornaram mais atraentes que os mocinhos.

Não



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